Escrevo um poema Como quem escreve uma carta. Poesia do dia-a-dia, Poemas de tudo, ou até de nada. Escrevo um poema Como quem...

Escrevo um poema
Como quem escreve uma carta.
Poesia do dia-a-dia,
Poemas de tudo, ou até de nada.

Escrevo um poema
Como quem desabafa.
Poesia de amigos,
Poesia de tudo, ou até de nada.

Escrevo um poema
Como quem come.
Poesia que alimenta.
Poemas de tudo, ou até de fome.

Escrevo um poema
Como quem ama.
Poesia de vida.
Poemas de tudo, ou até de nada.

Pediram-me para fazer um poema simples, um poema em "bruto", sem direito a ser lapidado... Aqui está ele, bom ou mau, aqui está......

Pediram-me para fazer um poema simples, um poema em "bruto", sem direito a ser lapidado...
Aqui está ele, bom ou mau, aqui está...

(Este poema nasceu de um outro poema feito anteriormente "Escrevo um poema...")


"Um poema para ti"

Escrevo um poema
Como quem escreve uma carta.
Poesia do dia-a-dia,
Poemas de tudo, ou até de nada.

Letra a letra,
Palavra a Palavra,
Frase a Frase,
Parágrafo a Parágrafo.

Lentamente,
As palavras escorregam do lápis,
Mergulham no papel, e
Salpicam, delicadamente, para os olhos.

Nada mais simples.

Escrever um poema
Como quem relata, ou até,
Escrever um poema
Como quem come.

Poesia é vida,
Versos são momentos,
Estrofes são sentimentos,
Poemas,
Poemas são tudo, quando não há nada!

Afinal, onde nasceu? A arte do verso, e Do reverso, Do excesso, e Da comparação sem nexo? Apostaria eu, Numa história de amo...

Afinal, onde nasceu?
A arte do verso, e
Do reverso,
Do excesso, e
Da comparação sem nexo?

Apostaria eu,
Numa história de amor,
Onde um pobre homem sonhador,
Viu a sua metade encantada,
Numa pequena varanda,
Para o Luar voltada…

Pensou ele em se declarar,
Sem a querer chatear,
Ou mesmo aborrecer.
Afinal, donzela aborrecida,
É com certeza causa perdida!

Pensou então numa prosa,
Com palavra carinhosa.
Mas a monotonia da frase longa,
Tirava vida
À sua probre tentativa,
De encantar a encantada rapariga.

Foi então,
Que à cabeça lhe veio,
Um novo meio,
De escrever e falar,
Inventou a frase a rimar,
Criou a arte de recitar!

Recitou para ela,
As palavras de sempre,
Mas com uma melodia nova.
Assim nasceu a poesia.
Afinal,
O Amor não gosta de prosa!



Marco Fernandes. Com tecnologia do Blogger.