Vem, Vem acarinhar-me. Não apenas quando choro, Grito ou desespero. Não apenas quando me isolo, Ou me calo. Vem, Vem ac...



Vem,
Vem acarinhar-me.
Não apenas quando choro,
Grito ou desespero.
Não apenas quando me isolo,
Ou me calo.


Vem,
Vem acarinhar-me.
Acarinha-me quando te abraço,
Quando te beijo,
Ou mesmo quando impeço o teu simples passo…

Vem,
Vem acarinhar-me…
Acarinha-me com o teu olhar,
Com o teu falar,
Com a tua pele macia
Difícil de largar!

Vem,
Vem ter comigo,
Lê o meu olhar,
Lê os meus gestos,
Lê a minha voz,
O meu suspiro,
E o meu respirar!
Lê…

Vem,
Vem-me acarinhar-me…

É disso que eu estou a precisar…


O que mais posso eu fazer? Dói olhar para ti, Custa a crer Que o sorriso, Aquele sorriso, Não vai aparecer O Azul do teu ol...


O que mais posso eu fazer?
Dói olhar para ti,
Custa a crer
Que o sorriso,
Aquele sorriso,
Não vai aparecer

O Azul do teu olhar...
Aquele azul do teu olhar,
Escureceu…
O rio calmo em que me aconchegava
Tornou-se um agitado mar
De um azul profundo salpicado de raios!

Ai, como doi,
Como dói ver em pó
O que outrora foi magestoso.

Queria que voltasses,
Queria poder ajudar-te,
Queria que amar-te fosse a cura para tudo.

Mas essa dor,
Essa injusta dor que te atormenta,
Não me deixa aproximar,
Não me deixa sequer
Forças para tentar.

A raiva que sinto!
A dor que a mim chegou
Não me deixa fazer mias,

 E eu,
Eu preocupo-me tanto!

Penso em ti todo o dia,
Falo em ti a cada dez palavras,
Em seis que pronunico!

Eu,
Eu preocupo-me tanto.

Toda esta preocupação e
O mais próximo que recebo de um sorriso…
É apenas uma ilusão.

Toda esta preocupação e
Nada me aproxima de ti,
Nada, nada me faz chegar a ti.

Tu,
Tu que nunca me recusas um carinho,
Um abraço, um beijo,
Ou um momento de ternura.

Tu,
Que nunca me afastas.

O que mais posso fazer?
Marco Fernandes. Com tecnologia do Blogger.