O que mais posso eu fazer?
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O que mais posso eu fazer?
Dói olhar para ti,
Custa a crer
Que o sorriso,
Aquele sorriso,
Não vai aparecer
O Azul do teu olhar...
Aquele azul do teu olhar,
Escureceu…
O rio calmo em que me aconchegava
Tornou-se um agitado mar
De um azul profundo salpicado de raios!
Ai, como doi,
Como dói ver em pó
O que outrora foi magestoso.
Queria que voltasses,
Queria poder ajudar-te,
Queria que amar-te fosse a cura para tudo.
Mas essa dor,
Essa injusta dor que te atormenta,
Não me deixa aproximar,
Não me deixa sequer
Forças para tentar.
A raiva que sinto!
A dor que a mim chegou
Não me deixa fazer mias,
E eu,
Eu preocupo-me tanto!
Penso em ti todo o dia,
Falo em ti a cada dez palavras,
Em seis que pronunico!
Eu,
Eu preocupo-me tanto.
Toda esta preocupação e
O mais próximo que recebo de um sorriso…
É apenas uma ilusão.
Toda esta preocupação e
Nada me aproxima de ti,
Nada, nada me faz chegar a ti.
Tu,
Tu que nunca me recusas um carinho,
Um abraço, um beijo,
Ou um momento de ternura.
Tu,
Que nunca me afastas.
O que mais posso fazer?