A necessidade pedia, O coração sentia, A alma dizia. A mão, Com toda a tristeza… Escrevia. Todo o corpo, Ligado à fonte da razão, ...

A necessidade pedia,
O coração sentia,
A alma dizia.

A mão,
Com toda a tristeza…
Escrevia.

Todo o corpo,
Ligado à fonte da razão,
Da amizade e da paixão,
Tremia.

Os olhos,
Cegos pela ilusão,
Choravam pelo que viam.

As pernas,
Carregadas de pensamentos,
Caras e sentimentos,
Vacilavam, mas não desistiam.

Num esforço,
Todo o ser,
Pedia, sentia, dizia,
Tremia, chorava e vacilava,
Mas nunca desistia.

Vai e vem, Ninguém sabe quem, Será alguém? Com medo Todos espreitam, Mas logo cedo Aceitam, Que esse alguém... Era NINGUÉM.

Vai e vem,
Ninguém sabe quem,
Será alguém?
Com medo
Todos espreitam,
Mas logo cedo
Aceitam,
Que esse alguém...
Era NINGUÉM.

Já não me lembro (recordo), Dos teus olhos, Dos pormenores do teu rosto, Dos traços do teu corpo. Já não me lembro (recordo); Da bra...

Já não me lembro (recordo),
Dos teus olhos,
Dos pormenores do teu rosto,
Dos traços do teu corpo.


Já não me lembro (recordo);
Da brandura da tua pele,
Do calor dos teus braços
Do conforto dos teus ombros.

Já não me lembro (recordo);
Do teu olhar
Do teu sorriso ardente,
Da tua fala, pouco abundante,
Mas comovente.


Já não me lembro(recordo);
De mim,
De ti,
De NÓS.

Já não me lembro (recordo),
Mas quero lembrar (recordar)

Preso no fui, agarrado no ser, Solto no serei. Perto no ontem, Longe no hoje, Perdido no amanhã. Rodeado no antes, Acompanhado no...


Preso no fui,
agarrado no ser,
Solto no serei.

Perto no ontem,
Longe no hoje,
Perdido no amanhã.

Rodeado no antes,
Acompanhado no agora,
Sozinho no depois.

Culpado no fiz,
Ressentido no faço,
Ilibado no farei.

Dizia que te amava, A pensar que te mentia Mas não imaginava O que por ti sentia. Chegas-te como um furacão, Levaste-me a alma, Roub...

Dizia que te amava,
A pensar que te mentia
Mas não imaginava
O que por ti sentia.

Chegas-te como um furacão,
Levaste-me a alma,
Roubaste-me o coração.

Nada pude fazer,
O meu corpo paralisou,
Fiquei aprisionado
Assim que O olhar me atacou.

Prisioneiro de um olhar,
Prisioneiro de um sorriso,
Prisioneiro de algo,
Que não passava do paraíso.

Chegou até mim a (des)salvação,
Em forma de Anjo, em forma de cão.
Chegou a mim o Inferno,
Com o Paraíso na mão.
Marco Fernandes. Com tecnologia do Blogger.